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Parto humanizado - Regulamentações da ANVISA

A Anvisa decidiu humanizar os partos na rede pública de saúde. A idéia reduzir o número de cesarianas e aumentar o contato da mãe com o bebê.

Grávida, a dona de casa Miriene Silva não agüenta mais esperar. “Agora que está chegando mais perto, meu coração está acelerado! Tenho ansiedade para ver o rosto dela”, conta. Ela reza pra tudo dar certo. Alice deve nascer de cesárea, o método mais usado nos hospitais de todo o país.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária decidiu tornar o parto mais humanizado: reuniu uma série de normas e vai cobrar que hospitais públicos, particulares e clínicas mudem a rotina da maternidade dentro de seis meses.

O primeiro cuidado: ao nascer, o bebê deve ir direto para o colo da mãe. A dona de casa Vanessa da Silva passou por isso quanto teve seu filho. “Quando ele nasceu e colocaram o bebê em cima de mim, eu chorei!”, lembra Vanessa.

Outra recomendação é amamentar logo depois do parto. Para bebês prematuros, o método canguru é indicado: o bebê deve passar dia e noite agarrado à mãe para ganhar peso. É o que acontece com Abel, filho da estudante Carlene Rodrigues, que nasceu de seis meses: “Estou dando muita proteção para o meu filho”, diz a mãe.

Se não houver restrições médicas, as mulheres vão poder escolher até a posição do parto: de cócoras, na água ou deitada. A futura mãe também pode convidar quem quiser como acompanhante, para assistir ao nascimento da criança.

A Anvisa também quer mudanças nos leitos: sugere que os quartos sejam planejados para acomodar apenas duas mães. “No meio desses dois leitos deve ser colocada uma cortina, alguma coisa para garantir a privacidade”, completa Regina Barcellos, gerente de serviço de Saúde da Anvisa.

Parece um sonho, mas numa maternidade pública de Belo Horizonte, tudo isso já é realidade. Lá nascem cem crianças por mês, e 66% dos partos são naturais. A gestante de baixo risco pode escolher como vai ter o bebê.

Eduardo nasceu hoje de madrugada. É o terceiro filho de Cleuza, que não quis saber de anestesia. “Com o parto normal, a gente se recupera mais rápido”, justifica.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária também determinou a compra de equipamentos que são utilizados em alguns partos – por exemplo, a barra fixa, que alivia o peso da barriga, e a bola, que serve para massagear as costas.


Para assistir ao vídeo da reportagem do Jornal Hoje, clique aqui!


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