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Semana Mundial pelo Respeito ao Nascimento: Tudo pode esperar, menos o contato pele a pele!

De 12 a 18 de maio diversos países comemoraram a Semana Mundial pelo Respeito ao Nascimento (SMRN). Para marcar a data no Brasil, a Rede Parto do Princípio está realizando uma exposição nacional com fotos em preto e branco de mulheres brasileiras no momento do nascimento de seus filhos. A exposição acontece simultaneamente em várias cidades do país e tem como objetivo incentivar o vínculo afetivo entre mãe e filho, a amamentação na primeira hora de vida e o parto humanizado. Em alguns municípios a exposição começou mais cedo, em comemoração ao Dia das Mães e se estenderá por mais tempo.

Em Campinas, a exposição será realizada em três locais diferentes:
- do dia 03 a 20 de Junho, no SENAC CAMPINAS (R. Sacramento, 490 - Centro)
- do dia 26 de Junho a 14 de Julho, na Livraria SARAIVA no Shopping Iguatemi
- nos dias 19 e 20 de Julho, no SESC CAMPINAS (R. Dom José I, 270 - Bonfim)


A Semana Mundial pelo Respeito ao Nascimento (www.smar.info), iniciativa da Associação Francófona pelo Parto Respeitoso (”Alliance Francophone pour l’Accouchement Respecté” - www.afar.info) é celebrada anualmente, desde 2004 no mês de Maio.

Este ano, a campanha aborda “A inutilidade da separação da mãe e/ou pai do bebê” com o slogan “O bebê é nosso !”.

A Parto do Princípio é uma rede de mulheres, consumidoras e usuárias do sistema de saúde brasileiro, que oferece informações sobre gestação, parto e nascimento baseadas em evidências científicas e recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). Conta hoje com mais de 250 pessoas trabalhando voluntariamente, em 16 estados e no Distrito Federal, na divulgação dos benefícios do parto ativo.

Para a Parto do Princípio, a Semana Mundial pelo Respeito ao Nascimento é uma ocasião para reafirmar publicamente que a reprodução humana é um fato social em primeiro lugar; que a mudança é possível e que nunca é tarde para que os profissionais e os estabelecimentos médicos revejam suas práticas.


Efeitos prejudiciais da separação:

- Risco de queda de temperatura e outros riscos associados
- Aumento de stress
- Maior probabilidade de fracasso no aleitamento materno
- Dificuldade para estabelecer o vínculo afetivo
- Aumento do risco de que mãe padeça da síndrome do stress pós-traumático
- Contato com bactérias diferentes das da mãe
- Infecções por iatrogenia


A separação da mãe e do bebê não apenas impede que se percebam os benefícios originários do contato, da amamentação precoce e do corte tardio do cordão umbilical, como também permite que os bebês sejam expostos a novos riscos e danos. É difícil aceitar que mesmo com estas informações a separação continue ocorrendo apenas por motivos de organização hospitalar.


Não separar significa:

Não cortar o cordão umbilical até que ele deixe de pulsar.
A placenta continua enviando sangue, rico em oxigênio, para o bebê, além de outros nutrientes, facilitando o início da respiração pulmonar.

Que o bebê seja posto imediatamente em contato pele a pele com sua mãe e permaneça assim durante horas, sem interrupção.
O colo da mãe proporciona todo o calor que o bebê necessita, além de numerosos benefícios.

Facilitar o início do aleitamento materno.
Deve-se proporcionar à mãe a intimidade necessária para que o bebê mame nas primeiras horas de vida por si mesmo.


É importante observar que estas três indicações são determinantes para garantir a saúde do recém-nascido a curto e longo prazos e são aconselhadas pela Organização Mundial de Saúde com base em estudos científicos. Não separar significa também respeitar a intimidade do momento, não interromper o fluxo de hormônios que se produz, não romper a dança amorosa do ser que acaba de nascer e sua mãe, e permitir o começo de uma relação mágica. Tudo isto converte-se em um nascimento mais seguro.

Entretanto, são muitos os hospitais onde é rotina a separação de todos os recém-nascidos de suas mães. Sem dúvida, o melhor quando um bebê nasce é colocá-lo sobre o colo de sua mãe, observá-lo e identificá-lo, sem os separar. O resto pode esperar. Existem muito poucas situações que impeçam um bebê de estar em contato direto com sua mãe depois do nascimento e, em casos extremos, o bebê tem direito de estar com seus pais, incluindo quando são levados a outro hospital. A presença próxima de seus pais beneficia enormemente a evolução física e emocional das crianças. É importante que os pais reclamem os direitos de seus filhos para que os hospitais e profissionais atualizem suas práticas. Com isso, conseguiremos um tratamento mais seguro e uma melhor assistência a todos.


Maiores informações:
Renata Olah - olah@partodoprincipio.com.br
F: (19) 9132.9621
Fisioterapeuta especialista em Saúde da Mulher e Doula
Representante da Rede Parto do Principio em Campinas

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