Humanização da assistência ao parto no Brasil: os muitos sentidos de um movimento

Hoje trago a vocês um artigo científico sobre a humanização do parto que vem sendo empregada aos pouquinhos em nosso serviço obstétrico!

Abaixo um pequeno trecho do artigo, que você encontra na íntegra AQUI!


HUMANIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA AO PARTO NO BRASIL: os muitos sentidos de um movimento

Carmen Simone Grilo Diniz

Departamento de Saúde Materno-Infantil da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. Av. Dr. Arnaldo 715, sala 218, 01246-904, São Paulo SP. sidiniz@usp.br
RESUMO

Este texto recupera as origens do termo humanização do parto, o reconhecimento da sua assistência ao parto como evento desumanizante, a crítica técnica à assistência, o surgimento de um movimento nacional e internacional de humanização do parto, as políticas de humanização do parto desenvolvidas no Brasil, e as relações entre a crítica à assistência e a criação do movimento pela medicina baseada em evidências (MBE). Com base em um estudo de duas maternidades "humanizadas" do SUS, discute os diferentes (às vezes contraditórios) sentidos do termo, e seu alcance em questionar a cultura técnico-assistencial, a anatomia, a fisiologia femininas, e as relações de gênero. Entre os diferentes sentidos estão: o uso da MBE, o respeito aos direitos (reprodutivos e sexuais, ao acesso universal e ao consumo de tecnologia), o tratamento acolhedor e respeitoso, o manejo da dor do parto e a prevenção da dor iatrogênica, novas atribuições profissionais e disputas corporativas; a relação custo-benefício etc. Longe de querer achar a "humanização certa", busca-se compreender nos diferentes sentidos um diálogo, tenso e produtivo, entre atores sociais em disputa.

Palavras-chave: Humanização do parto, Assistência baseada em evidências, SUS, Direitos humanos, Direitos sexuais e reprodutivos, Saúde sexual e reprodutiva, Gênero

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