Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Agosto, 2009

Parto Ecológico, uma realidade possível

Jorge Mello (*)

O parto é seguramente a maior experiência na vida de uma mulher. E é um fato normal, fisiológico. Abordar ecologicamente o parto é restituir o seu caráter de normalidade. Tecnicamente, “parto normal é aquele que tem início espontâneo, baixo risco no início do trabalho de parto, permanecendo assim durante todo o processo, até o nascimento. O bebê nasce espontaneamente, em posição cefálica de vértice (com a cabeça para baixo), entre 37 e 42 semanas completas de gestação. Após o nascimento, mãe e filho em boas condições.” (1)
Em termos estatísticos, entre 70 e 80 por cento de todas as gestantes podem ser consideradas de baixo risco no início do trabalho de parto. É importante ressaltar que a determinação do risco é realizada em um acompanhamento pré-natal adequado. Com isso, constatamos que a humanização do parto não trata-se de uma abordagem “alternativa”, no sentido excludente desse termo. Antes disso, a opção pelo parto ecológico implica em re-aproximar ciência e tradiçã…

Indução de Trabalho de Parto Baseados em Evidência Científica

Mauro Bellece da Silva
Renato Augusto de Sá
Laudelino Marques Lopes
INTRODUÇÃO

É o início artificial do trabalho de parto, que tem como propósito promover a expulsão da unidade feto placentária.

INDICAÇÕES

A indução deveria ser considerada quando o benefício do parto normal for maior do que o potencial risco materno e fetal. Estas questões deveriam ser discutidas com a gestante antes de se iniciar a indução do trabalho de parto.
Uma das indicações mais comuns das para indução do trabalho de parto é a pós-maturidade, com significativa redução da probabilidade de morte perinatal.

Outras indicações para indução do parto:

    * Rotura prematura das membranas
    * Comprometimento fetal em potencial (CIUR acentuado, sofrimento fetal crônico)
    * Condições maternas (diabetes tipo I, doenças renais, patologia pulmonar, hipertensão específica da gestação e hipertensão crônica)
    * Síndrome anti-fosfolipídica
    * Suspeita clínica de corioamnionite
    * Descolamento prematuro da placenta e…

HISTÓRIA - Mais de mil bebês

Doula do Amparo Maternal, em São Paulo, Therezinha Padovan ajuda voluntariamente, e há quase duas décadas, gestantes antes, durante e logo depois do trabalho de parto


Eduardo Knapp/Folha Imagem

Therezinha Padovan com Jacylene Nayara, 18, e a filha Myrela, 12 horas após seu nascimento

DENISE MOTA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

São nove e meia da noite de uma quinta-feira em São Paulo e esse é um dos únicos horários em que se pode encontrar dona Therezinha tranquila em sua casa. É assim que é conhecida uma das doulas mais populares do Amparo Maternal (maternidade, alojamento e centro de atenção à gestante localizado na zona sul da capital paulista).
Além de voluntária no hospital há quase duas décadas, Therezinha Cardoso Padovan -avó de três adultos e viúva há nove anos- colabora ainda com a Associação Cruz Verde, que atende crianças portadoras de paralisia cerebral.
No tempo que lhe resta, visita os amigos, mima os netos, cuida da casa -que divide com a irmã Lenita-, viaja, deleit…

Por que procurar um GO humanizado??

Texto longo, mas bem bacana!



Você gosta de mamão. Eu gosto de maçãs. A questão é subjetiva, portanto. Mas se comer mamão é o que eu preciso para soltar o intestino, eu comerei mamão. Não maçãs. Portanto isso já não é mais subjetivo. É um fato, por necessidade. O mamão é laxante, e a maçã, constipante. Não é uma escolha minha: são as propriedades das frutas que decidem qual o melhor caminho para mim.

Você prefere uma cesariana e sua amiga um parto normal. Isso não apenas não é subjetivo como também não é uma questão de escolha. A subjetividade é algo que, na ciência, não existe. A ciência é a ciência. Não se pode dizer que fumar é algo bom para o organismo porque a ciência provou o contrário.

No que tange ao parto, qual a relevância disso?

Devemos nos ater ao FATOS CIENTÍFICOS. Resultados de pesquisas rigorosamente controladas. De teses publicadas, de experiências acompanhadas, cujos resultados são levantados e expressos em dados, em estatísticas. E a ciência provou que a papaína, cont…

Tempo de amamentação dobra no Brasil, diz Ministério da Saúde

FERNANDA BASSETTE
da Folha de S.Paulo

O tempo médio de aleitamento materno exclusivo no Brasil passou de 23,4 dias para 54,1 dias em nove anos, aponta a 2ª Pesquisa de Prevalência do Aleitamento Materno nas Capitais Brasileiras realizada pelo Ministério da Saúde e divulgada ontem durante a Semana Mundial de Amamentação.

O aleitamento não exclusivo também subiu, de 296 dias para 342 dias entre 1999 e 2008.

Apesar dos avanços, o país ainda está longe de atingir os indicadores adequados. A Organização Mundial da Saúde preconiza o aleitamento exclusivo até os seis meses de vida (180 dias) e o aleitamento parcial até os dois anos (730 dias).

A pesquisa foi realizada com entrevistas a mães nas capitais e mais 239 municípios em outubro de 2008, durante a Campanha Nacional de Vacinação. Os resultados consideram dados de cerca de 118 mil bebês.

O levantamento também registrou uma redução de 15% no uso da chupeta em crianças com menos de um ano, passando de 57,7% para 42,6%.

Além disso, pela primeira …

Fisioterapia Uroginecológica auxilia na saúde da mulher

A Fisioterapia em Uroginecologia é uma especialidade que atua no tratamento conservador das disfunções urogenitais e anorretais (incontinências urinária e anal, prolapsos de órgãos pélvicos, constipação intestinal, dispareunia, vaginismo, anismo, disfunções sexuais, etc), por meio de reeducação da musculatura do assoalho pélvico e acessória. É apontada como primeira opção no tratamento destas disfunções, visando evitar ou retardar o processo cirúrgico.

Segundo a fisioterapeuta, Tatiana Campos Rocha, proprietária do Espaço Equilíbrio, com a evolução nas diversas áreas da saúde, novas formas de promover a saúde e o bem-estar das pessoas estão surgindo com mais eficiência. “A fisioterapia atua na saúde da mulher tratando patologias uroginecológicas e ainda trabalha com a gestante na preparação para o parto e pós-parto”, comenta.

Podem ser submetidas à Fisioterapia Uroginecológica mulheres que apresentam incontinência urinária de qualquer natureza (esforço, urgência, mista, etc), sem restri…

O aumento das taxas de cesarianas é prejudicial para as mães e bebês

Achei esse texto no site da HumPar e decidi trazer pra cá...É um texto sobre os principais estudos feitos em 2006 sobre cesáreas.



O ICAN - International Cesarean Awareness Network (www.ican-online.org) destaca os 15 estudos científicos realizados em 2006, os quais deveriam manter as mães longe dos blocos operatórios.

Os 15 principais estudos de 2006 são:

1 - Mortalidade infantil e neonatal em cesarianas e partos vaginais em mulheres primíparas sem indicadores de risco. Realizado nos Estados Unidos, estudo de grupos de partos entre 1998 e 2001. (Infant and Neonatal Mortality for Primary Cesarean and Vaginal Births to Women with "No Indicated Risk," United States, 1998–2001 Birth Cohorts .MacDorman, et al., Birth: Issues in Perinatal Care; Volume 33; Page 175; September 2006).

Desenho do estudo: Os investigadores compararam os resultados das cesarianas com os dos partos vaginais em mulheres que não tinham nenhum factor de risco prévi…

Hospitais públicos de SP fazem procedimentos desnecessários em bebês

Pra variar... mais uma notícia trash!


07/08/2009 - 10h17
RACHEL BOTELHO
da Folha de S.Paulo

Recém-nascidos saudáveis são submetidos a aspiração gástrica e de vias aéreas superiores - procedimentos considerados desnecessários e que envolvem riscos quando mal realizados - em hospitais públicos de São Paulo. A conclusão é de um estudo da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo feito em três unidades de saúde.


A pesquisa baseou-se em prontuários de 277 recém-nascidos no ano de 2006 de cada uma dessas instituições: um hospital típico do SUS, um hospital que recebeu o prêmio Galba de Araújo por sua proposta de parto humanizado e uma casa de parto. Os nomes das instituições não foram revelados. Os bebês nasceram de gestações de baixo risco e foram considerados vigorosos.

No hospital típico e no premiado, a aspiração gástrica foi feita em 94% e 86% dos bebês, respectivamente, enquanto a aspiração de vias aéreas ocorreu em 96% e 91% dos recém-nascidos. Em contraste, na casa de parto,…