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Número de mães doadoras de leite sobe 83%

Quantidade de mulheres doadoras passou de 60.441, em 2004, para 110.648, em 2008. Ministério da Saúde repassou R$ 1 milhão para ampliar rede de bancos de leite


As mães brasileiras colaboram cada vez mais com os bancos de leite do país. O número de doadoras aumentou 83% em cinco anos. Em 2008, 110.648 mulheres foram aos postos de coleta contra 60.441, em 2003. Os dados são do Ministério da Saúde, que lançou nesta quinta-feira, 1º de outubro, a Campanha Nacional de Doação de Leite Humano. O objetivo é incentivar as mães a doarem leite e sensibilizar a população sobre a importância do alimento para as crianças.

O volume de leite coletado subiu 49,5% em cinco anos, passou de 99.000 litros em 2003 para 148.052 litros, em 2008. No mesmo período, a quantidade de recém-nascidos que receberam o alimento materno aumentou 47%. Em 2008, foram 157.282 crianças beneficiadas contra 107.000, em 2003.

A expectativa para 2009 é aumentar em 10% o volume de leite materno coletado nos postos distribuídos no país e a quantidade de crianças atendidas pelos bancos de leite nacionais. Até junho deste ano, 48.444 mulheres fizeram a doação. Esse número deverá mais que dobrar até dezembro. “A cada ano, registramos um aumento no número de doadoras e na quantidade de crianças beneficiadas. A campanha gera mobilização social em torno do tema, orientando a população”, avalia o coordenador da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, João Aprígio Almeida.

“No dia de hoje (quinta-feira) não se comemora apenas a doação do leite, mas a possibilidade de vida de muitas crianças com o leite humano seja pela doação ou pela amamentação”, afirmou Cleusa Bernardo, secretária de Atenção à Saúde substituta, durante o lançamento da campanha em Brasília.

CAMPANHA - A escolhida para ser a madrinha da campanha nacional de doação de leite materno este ano foi a atriz Samara Felippo. Ela e a sua filha Alícia, hoje com três meses, ilustram os 40.154 cartazes e um milhão de folderes que trazem o slogan “Para você é leite, para a criança é vida. Doe leite, a vida agradece”. O material será distribuído a todos os bancos de leite do país, postos de coleta, Hospitais Amigos da Criança e secretarias estaduais de saúde.

“Espero ajudar a sensibilizar as mães doadoras e incentivá-las a doar cada vez mais seu leite”, disse Samara, ao afirmar ter doado leite quando sua filha era mais nova. Atualmente, a bebê mama tudo o que ela produz. As duas participaram do lançamento da campanha em Brasília na tarde de quinta-feira.

Nos estados e no Distrito Federal, o Dia Nacional de Doação de Leite (1º de outubro) foi marcado por atividades de incentivo à participação de mães no projeto. Na cidade do Rio de Janeiro, a Câmara Municipal de Niterói entregará, no dia 2 de outubro, 300 moções aos profissionais dos bancos de leite e às mães que já doaram o alimento, por exemplo. Em Brasília, o banco de leite do Hospital Regional da Asa Sul foi reinaugurado na manhã de quinta-feira, depois de passar por reforma nos últimos seis meses.

RECURSOS - A rede nacional conta hoje com 196 bancos de leite materno e 73 postos de coleta em funcionamento. O Ministério da Saúde repassou este ano R$ 1,15 milhão para a implantação de mais 16 bancos de leite humano e 11 postos de coleta. O recurso será destinado à compra de equipamentos e à capacitação de pessoal.

As novas unidades funcionarão nos 17 estados do Nordeste e da Amazônia Legal, regiões priorizadas no Pacto pela Redução da Mortalidade Infantil por apresentarem altos índices de óbitos em menores de um ano. Além disso, a partir de outubro, o governo federal iniciará a implantação de um sistema de registro mais eficiente, em que as notificações serão feitas em tempo real.

REFERÊNCIA MUNDIAL - A Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) a maior e com tecnologia mais complexa do mundo. O Brasil coordena a Rede Íbero-americana de Bancos de Leite Humano e repassa conhecimento sobre controle de qualidade e processamento de leite materno para 22 países da América Latina, Caribe, África e para Portugal e Espanha, na Europa. O banco de leite implantado em Madrid, por exemplo, foi desenvolvimento totalmente com ferramentas brasileiras.

Desde que o país passou a liderar a Rede Ibero-americana de Bancos de Leite Humano, foram coletados, fora do território brasileiro, 82.048 litros de leite materno, beneficiando 85.961 crianças. “O modelo brasileiro de banco de leite não armazena apenas o alimento. Além de coletar e distribuir, as unidades nacionais compõem uma rede de apoio ao aleitamento materno, que orienta as mães com dificuldade ou qualquer problema que impeça a amamentação”, destaca o coordenador da rede, João Aprígio Almeida.

ALIMENTO FUNDAMENTAL - Os bancos de leite têm como missão incentivar, proteger e promover o aleitamento materno para diminuir os índices de mortalidade infantil e melhorar a qualidade de vida dos bebês, nos casos em que a própria mãe não pode amamentá-los. Em todo o mundo, o leite materno pode reduzir em 13% as mortes de crianças menores de cinco anos. No Brasil, um estudo feito em 14 municípios da Grande São Paulo, em 2003, apontou que a estimativa média de impacto da amamentação sobre o Coeficiente de Mortalidade Infantil foi de 9,3%.

Levantamento do Ministério da Saúde divulgado em agosto deste ano mostrou aumento de um mês e meio no tempo médio de aleitamento materno no país: passou de 296 dias, em 1999, para 342 dias, em 2008. A II Pesquisa de Prevalência do Aleitamento Materno nas Capitais Brasileiras e DF (PPAM), feita nas capitais, Distrito Federal e em outros 239 municípios, reuniu informações de 118 mil crianças, aproximadamente.

FOLDER DA CAMPANHA: Clique aqui!

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