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A Plataforma Vibratória como recurso terapêutico

Hoje trago um texto sobre um dos recursos mais modernos  e atuais em termos de estética e reabilitação: a Plataforma Vibratória. Eu já tinha alguma experiência com o equipamento (tinha uma na clínica onde eu trabalhava e sempre fuçava na tentativa de aprender...), mas senti necessidade de me aperfeiçoar através de um curso para começar atender na nova clínica. 
Acabei de voltar de São Paulo, onde fiz um curso pela Universidade Gama Filho com o prof. Paulo Amaral. Foi muuuuuuito bacana, principalmente porque deu para perceber que apesar de ser um recurso "da moda", a Plataforma exige sim conhecimento e precaução do profissional para que ele consiga prescrever exercícios seguros e eficientes.
Então vamos saber mais??? Segue o texto que retirei do site Mundo Fisio, com grifados meus!



O conceito científico da estimulação neuromuscular por vibração foi desenvolvido na década de 80, na antiga União Soviética, com o propósito de combater a perda de densidade óssea e massa muscular em astronautas durante a permanência deles em atmosfera sem ação de força gravitacional.
A plataforma vibratória é um equipamento usado em programas de reabilitação, condicionamento físico ou relaxamento. O fisioterapeuta Thiago Vilela explica que “o princípio da estimulação por vibração se dá por uma estimulação mecânica por meio de vibrações em uma base. Nesse método, o sujeito fica sobre uma plataforma que gera uma vibração sinosoidal em diversas frequências e amplitudes, que é transmitida para o corpo estimulando os fusos musculares. A ativação dos fusos musculares produz um reflexo vibratório tônico que ativa os motoneurônios alfa e, consequentemente, há uma maior produção de força e potência”.
Um treino convencional de resistência muscular pode recrutar de 40 a 80% de fibras musculares, já o treino sobre a plataforma vibratória consegue recrutar de 95% a 100% das fibras musculares devido ao reflexo de estiramento que ocorre pela ação da vibração. “O recrutamento muscular além de ser maior, é, também, global, pois grande parte dos músculos estáticos precisa entrar em ativação para a manutenção do equilíbrio e das diversas posturas realizadas sobre a plataforma”, completa o Dr. Thiago.
A plataforma vibratória é um recurso que proporciona resultados diversos e globais com um tempo de treinamento menor que grande parte dos outros recursos. Geralmente uma sessão na plataforma dura de 10 a 15 minutos e o profissional ainda dispõe de tempo para a realização de outras técnicas e recursos fisioterapêuticos. Para o Dr. Thiago, a grande vantagem de associar a plataforma vibratória à fisioterapia convencional é a maximização dos resultados em menor tempo.
Além do ganho de força, potência e resistência muscular, a execução de exercícios físicos sobre a plataforma vibratória promove o relaxamento muscular; aumenta a capacidade individual de recuperação contra lesões; melhora o funcionamento dos sistemas nervoso e digestivo; melhora a coordenação e o equilíbrio; ativa o sistema de drenagem linfática e proporciona o fortalecimento dos tecidos em geral. O uso deste recurso terapêutico também reduz a osteoporose; combate a artrose e outras doenças articulares e ósseas; melhora a circulação sanguínea; regulariza a pressão arterial; melhora e reforça as articulações, os ligamentos e os tendões e melhora a função cardiovascular.
Estudos científicos mostram que a utilização da plataforma vibratória como recurso terapêutico incrementa o ritmo do metabolismo basal, promove o aumento do consumo calórico diário e reduz a gordura corporal (Pneumex and S. Sordorff. PT, Sandpoint, Idaho); reduz a celulite (Sanaderm, Health clinic, Germany); provoca a diminuição do cortisol - hormônio do stress (European Journal of Applied Physiology. 2000 Apr; 81(6):449-54), recupera a massa magra (International Journal of Sports Medicine. 2004 Jan; 25(1):1-5) e torna os músculos e as articulações mais flexíveis e disponíveis (T. Whiteman, fisioterapeuta).
De acordo com o fisioterapeuta, a plataforma vem sendo muito utilizada com exercícios cinesioterápicos como os exercícios resistidos, os alongamentos e os exercícios proprioceptivos; nas sessões de Pilates; nos exercícios de Core e nas estabilizações segmentares estáticas e dinâmicas. “Hoje tenho utilizado, no meu trabalho, a plataforma para os pacientes que precisam de melhora somato-sensorial rápida; ganho de força, principalmente dos músculos estabilizadores, mas também dos dinâmicos; para aceleração de consolidações ósseas e em casos de osteoporose e osteopenia; melhora das funções autonômicas viscerais; além dos trabalhos voltados para a prevenção de lesões do aparelho músculoesquelético”, explica o Dr. Thiago.
A utilização da plataforma vibratória está contra-indicada em casos de inflamações agudas; infecções e/ou febre; artropatia e artroses agudas; artrite reumatóide aguda; enxaqueca aguda; feridas pós-operatórias; implantes metálicos ou sintéticos como marca-passos, válvulas cardíacas artificiais, endopróteses vasculares recentes. O Dr. Thiago orienta a não utilização da plataforma também em casos de gravidez; tromboses agudas ou agravamento dos ataques cardíacos; problemas graves nas costas como hérnia de disco aguda; osteoporose severa; espasticidade; Atrofia de Sudek em estado I; tumores com metástases no sistema músculoesquelético e vertigem posicional paroxística benigna.
 

Comentários

GUSTAVO disse…
QUAL E A MELHOR PLATAFORMA NO MOMENTO COM PREÇO ACESSIVEL PARA PODER USAR EM CASA?

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