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Projeto Mal me quer

Navegando pelo Facebook, me deparei com o perfil de um projeto português chamado "mal de quer". Com esse nome, lógicamente, despertou minha curiosidade....... e adorei o que descobri! Vou copiar as informações:


Nosso histórico
O "projecto mal me quer" teve origem num grupo de mulheres que se sentiram verdadeiramente mal queridas ao longo do seu trabalho de parto e que vieram a reconhecer, com grande mágoa, ter sido alvo de abuso obstétrico, no decurso daquele que podia e devia ter sido um dos acontecimentos mais felizes das suas vidas.
Da fase de reacção à fase da acção, este grupo contou sempre com o apoio de um outro elemento, também uma mulher, que, não tendo vivido na primeira pessoa a realidade do abuso obstétrico, conhecia-o muito bem, por força da sua actividade profissional. Em boa hora contámos com o seu apoio, pela lucidez, objectividade e isenção que traz a este projecto, que não queremos ver dominado pelo ressentimento, mas antes pela ESPERANÇA. A esta grande Mulher agradecemos, e temos a certeza que muitas das que nunca a conhecerão terão muito a agradecer-lhe também, quando, um dia, o parto absolutamente respeitado constituir a regra no nosso país.

Porquê "mal me quer"?
Se a analogia entre a mulher e a flor tem sido sobejamente explorada, a verdade é que nunca a daremos por esgotada, pela beleza e promessa de vida que ambas encerram - tanto a flor, como a mulher. Desta forma, tornou-se natural a alusão a uma flor, quando procurámos dar nome a este nosso projecto.
Mas porquê "mal me quer", quando a rosa, a dália, a tulipa ou a violeta podiam cumprir igual função? Este é, na verdade, um jogo de palavras que convida à reflexão, ao discernimento e ao sentido crítico por parte das mulheres, porque o abuso obstétrico é uma realidade que nos quer mal, muito.

Mal me quer,
Bem me quer,
Muito,
Pouco,
Nada...

Para o projecto "mal me quer", esta cantilena da nossa infância não é uma brincadeira, nem jogo de sorte ou azar, ou não fosse o abuso obstétrico, ainda, uma realidade muito séria, como saberão tantas mães.

Público alvo
Dirigimo-nos directamente às mulheres que tenham a maternidade por projecto na sua vida, a concretizar ou já concretizado, e que procuram por isso informação fidedigna e estratégias de actuação que lhes permitam evitar ou lidar com uma situação de abuso obstétrico.
Gostaríamos também de tornar este sítio uma fonte de informação útil para cada homem que tenha a paternidade em vista, ou que, sendo já pai, pretenda ajudar a mãe do seu bebé a ultrapassar a má experiência do abuso obstétrico.
Como objecto da nossa atenção, privilegiamos ainda os profissionais de saúde que tenham por prioridade o bem-estar e respeito pelas mães e respectivos bebés, e desejem verdadeiramente a erradicação do abuso obstétrico da prática clínica.

Nossa missão
É nosso objectivo, antes de mais, dar a conhecer o abuso obstétrico como uma realidade. Este é um fenómeno real, que não vale a pena escamotear, sob pena de vermos adiada a sua inevitável erradicação.
Pretendemos,acima de tudo, promover uma atitude pró-activa por parte das mulheres, no sentido de as ajudar a prevenir o abuso obstétrico e de as apoiar no confronto com esta situação.
Gostaríamos ainda de contribuir para a sensibilização dos profissionais de saúde para a problemática inerente ao fenómeno do abuso obstétrico, na esperança de que possam ver neste projecto não um ataque ao trabalho que desenvolvem - tantas vezes sujeito a constrangimentos propiciadores do abuso involuntário - mas uma luz sobre o tanto que ainda está por fazer neste âmbito.

O que é abuso obstétrico?
O abuso obstétrico consiste na intervenção clínica sobre a grávida/parturiente/puérpera, ou sobre o seu bebé, sem informação prestada à mulher alvo de intervenção e/ou sem o seu consentimento prévio, ou com consentimento prestado sob qualquer forma de pressão, o que constitui, por si só, uma forma de abuso.

Evite o abuso obstétrico.
É possível prevenir o abuso obstétrico. A chave é a informação.

Reconheça e enfrente o abuso obstétrico.
É possível ultrapassar uma situação de abuso obstétrico. A chave é a partilha.

Gostaram??? Então vamos divulgar esse projeto bacanérrrrrrimo!! 

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