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Grupo de mulheres, as doulas, resgata sensualidade na hora do parto

As doulas e as pacientes lutam contra a tendência de cesarianas eletivas e defendem o prolongamento de momentos protagonizados pelas mães



Poucas pessoas sequer imaginam que dar à luz pode ser um momento dos mais sensuais. Sensualidade? Um grupo de mulheres tem resgatado a hora do parto como sublime e, de certa forma, como o ápice da sexualidade entre o casal. Reconhecer esta dimensão é uma maneira de humanizar o momento, que, com o crescimento no número de cesarianas eletivas, tem se tornado cada vez mais impessoal. “O nascimento é o fim de uma relação sexual”, afirma a auxiliar de biblioteca Renata Pereira da Rocha Araujo, de 38 anos, que teve a pequena Beatriz, de 2 meses, de parto natural.

Mulheres como Renata contam, nesse momento, com o apoio das doulas, outras mulheres que são treinadas para oferecer suporte físico e emocional durante a gestação parto e o resguardo. O movimento é uma reação de muitos casais à tendência de cesarianas eletivas, ou seja, quando a cirurgia passa a ser regra, devido à praticidade de se marcar uma hora e à rapidez do procedimento, e não exceção a ser adotada apenas em casos comprovados de risco para a mãe e para o bebê.

Um grupo delas quer desfazer os mitos em torno do parto e fazer com que cada momento possa ser protagonizado pelas mães. A queixa de muitas delas é que o aparato do ambiente hospitalar impede, por exemplo, a presença de um acompanhante durante o nascimento, embora seja uma determinação legal. Mesmo sendo um momento de intimidade entre o casal, o parto natural, diferentemente da cesariana, pode ser acompanhado por familiares e pelas doulas.

As doulas estão lá para aplicar massagens para ajudar no controle das contrações, para acalmar os pais que ficam desesperados ou simplesmente para dar a mão à mãe que precisa de um amparo. Não há um momento exato durante o período da gestação para ter início o acompanhamento feito pelas doulas. Pode começar nas primeiras semanas como pode ser também iniciado dias antes do parto. “A escolha tem a ver com a empatia”, afirma a doula e psicóloga Daphne Paiva Bergo, de 35.

Daphne e Renata se encontraram às vésperas do nascimento de Beatriz. “Minha mão foi ela quem apertou. Ficou quatro horas e meia junto comigo”, lembra Renata, que, há um bom tempo, conhecia o trabalho das doulas, mas decidiu-se pelo acompanhamento de uma delas quase no último momento. As duas ficaram se conhecendo na casa de Renata, durante o Chá de Bênção, momento festivo em que as mulheres fazem escalda-pés, massagens, preparam o quarto do bebê da gestante que irá dar à luz. “O chá foi na segunda-feira de carnaval. Na quarta-feira de cinzas, comecei a sentir as contrações às 2h. Então decidi que seria a Daphne, uma coisa de instinto e empatia.” O Bem Viver conversou com doulas e doulandas, que contaram como é a experiência de acompanhamento.
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