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A pressão de ser uma mãe vaca

Justo essa semana que estou toda feliz por começar um curso em aleitamento materno, me deparo com uma reportagem ridícula publicada no Diário de SP....
Me revoltei tanto, que tive que vir compartilhar as baboseiras escritas.... mas não vou copiar o texto inteiro não, porque o blog é bacana demais para guardar palavras tão lastimáveis sobre uma das capacidades mais lindas do ser humano: amamentar!
Não duvido que tenham sido as indústrias de alimentos artificiais que tenham pedido essa matéria viu?!
Segue as melecas...


A pressão de ser uma mãe vaca
Os benefícios do aleitamento materno são indiscutíveis para o bebê. Mas como ficam as mulheres que não podem (ou não querem) dar o peito?

Seu filho tem fome." A frase, dita por uma pediatra na primeira consulta de João, na época com 10 dias, caiu como uma bomba para a mãe, a dona de casa Luisa Cortes, de 32 anos. "Minha gravidez foi normal, e tenho boa saúde. Não entendi por que o meu leite não era suficiente. Fiquei arrasada, me sentindo a pior mulher do mundo." João então foi submetido a uma amamentação dupla - primeiro o peito, depois a mamadeira. Ele tem hoje 4 anos, come de tudo, é esperto e falante. Mas Luisa, vira e mexe, ainda se assombra com o passado. "Se ele está mais baixo que os amigos, penso que foi por não ter conseguido amamentá-lo."

O sofrimento desta mãe é também o de muitas mulheres que não conseguem, ou então decidem, por qualquer outro motivo, não amamentar. Muitos médicos defendem a recomendação da OMS (Organização Mundial de Saúde), chancelada pelo Ministério da Saúde brasileiro, a Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) e a Sociedade Brasileira de Pediatria: dar somente leite materno à criança, até os seis meses. Nada de água, chazinho ou composições industriais que prometem aliviar as cólicas dos recém-nascidos.

"O leite humano é o alimento mais completo, tem tudo o que uma criança precisa nos primeiros meses de vida, carboidratos, proteínas, lipídeos e, inclusive, anticorpos que a protegem contra infecções e alergias", afirma Corintio Mariani Neto, presidente da Comissão Nacional de Aleitamento Materno da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. "Não há leite artificial, por mais enriquecido, comparável a ele."

O pediatra Jairo Len também concorda com a política da OMS e dos órgãos de saúde pública, mas ressalta que as campanhas geram uma cobrança enorme sobre as mulheres. "Não dá para falar mal do leite materno, mas também não dá para ignorar que algumas mulheres não conseguem amamentar", diz ele.

Continue se revoltando (ops! lendo) aqui....

Comentários

Sara Rodrigues disse…
Uma hora nao podem parir outra hora não podem amamentar, será que só no Brasil tem ulher com defeito de fabricação???
Digital disse…
Dê ao seu filho o que há de melhor. Amamente!
Quando uma mulher fica grávida, ela e todos que estão à sua volta devem se preparar pra oferecer o que há de melhor para o bebê: o leite materno.
É muito importante, tanto para o bebê como para a mãe, amamentar até os dois anos de idade ou mais. O leite materno é o únio alimento que o bebê precisa, até os seis meses. Só depois se deve começar a variar a alimentação.
Acontece que nem todas as mães sabem de todos os benefícios e deixam de amamentar mais cedo. Você pode ajudar nessa campanha divulgando materias e informações.
Caso se interesse pelo tema, entre em contato com comunicacao@saude.gov.br e participe!

Atenciosamente,

Ministério da Saúde

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