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Indução eletiva do parto está relacionada a maiores riscos

Segundo pesquisa norte-americana, mãe e bebê são prejudicados com o hábito de induzir o parto artificialmente

Segundo uma nova pesquisa americana, a decisão cada vez mais comum por parte de gestantes e médicos de induzir o trabalho de parto por razões de conveniência, e não pela necessidade médica, envolve riscos à saúde da mãe e do bebê.

O novo estudo destaca o impacto negativo do método conhecido como “indução eletiva” para as mulheres que dão à luz pela primeira vez. Esta indução aumenta as chances de necessidade de uma cesariana, além de oferecer mais riscos de perda de sangue por parte da mãe e de uma hospitalização mais longa após o parto, conclui a pesquisa.

“Os benefícios de um procedimento devem sempre superar seus riscos. Se não existem benefícios para a saúde com a indução do parto, é difícil justificar realizá-lo de forma eletiva quando sabemos que esta opção aumenta os riscos para a mãe e para o bebê”, disse Christopher Glantz, professor de medicina materno-fetal do Centro Médico da Universidade de Rochester e autor do estudo.

Glantz e seus colegas relataram as descobertas na edição de fevereiro do periódico norte-americano “Journal of Reproductive Medicine”.

Os pesquisadores ressaltaram que a indução eletiva em grande parte se tornou um aspecto de rotina dos cuidados do obstetra. Mas eles advertem que a decisão não está isenta de consequências, já que o processo não se desenrola da mesma forma como o trabalho de parto natural.

Ao analisar as fichas médicas de 485 mulheres que deram à luz o primeiro filho no Centro Médico da Universidade de Rochester em 2007, investigadores contataram que cerca de um terço daquelas que optaram pelo parto induzido teve de passar por uma cesariana, em comparação a apenas um quinto das gestantes que não realizaram a indução eletiva.

A cesariana é considerada uma cirurgia de grande porte que oferece riscos de infecções, complicações e mesmo de cirurgias adicionais. Além disso, foi registrado um total de 88 dias adicionais para cada 100 mulheres que optaram pela indução eletiva, constatou a equipe de pesquisa.

Os bebês nascidos através do parto induzido também apresentaram maiores riscos de necessitar de oxigênio logo após o nascimento e de cuidados especiais na unidade de terapia intensiva neonatal.
Mulheres que já tiveram pelo menos um parto podem não sofrer as mesmas consequências negativas, segundo os pesquisadores. “Se você já deu à luz uma vez, seu corpo conhece os mecanismos e pode repeti-los”, disse Glantz.

*Fonte: IG

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