Será que não vale a pena MESMO?

Encontrei na net um texto que comenta sobre algumas atitudes de muitas mães modernas. E fiquei pensando em como aquilo é verdade em muuuuuuitas famílias por aí. Todos os dias surgem mais e mais "mãezinhas"... com questões superfíciais tendo mais importância do que o bem-estar, desenvolvimento e educação dos próprios filhos.

Dia desses ouvi de uma pessoa que amamentação era um martírio. Ela já tinha "aguentado" a gravidez e teve que aguentar a amamentação. Cheirar a leite? Ficar dependendo da boa vontade de criança? Era demais pra ela... tomou remédio pra secar o leite e deu mamadeira. Depois, começou a reclamar do "saco" que era fazer papinha para o filho. "Que amassar o quê? Jogo no liquidificador e boa! É mais fácil!"

E a droga que é ficar em casa, presa à criança? "E você acredita Rê, que ele quer brincar justo na hora da novela... e ainda desliga a tv! Nossa, fica exigindo atenção o tempo todo, vê se pode!"

E como no texto que li, querem apostar quanto que também vai reclamar daqui um tempo das brincadeiras, da escolinha, de tudo e também vai sempre procurar o modo mais fácil de "reverter" todas as situações!!! Porque é isso que a maioria dos seres humanos fazem: vão sempre pelo caminho mais fácil! Não importa se fará algum mal ao outro. O que importa é o SEU bem-estar, SEU conforto, SEU tempo.

Eu não sou mãe (ainda!) mas fico de bode... e realmente preocupada com a qualidade da "maternagem" que nossas mulheres estão oferecendo aos seus filhos. A vida moderna parece estar engolindo a maternidade ativa, responsável, prazerosa. E sempre há desculpas para tudo! 

 "Fazer papinha? Dá muito trabalho, vou comprar papinha pronta da Nestlé.
Janta saudável? Dá muito trabalho, vamos pedir pizza.
Cuidar o dia todo? Muito trabalho, vou contratar babá.
Reunião da escolinha? Muito trabalho, não vou poder.
Brincar com tinta guache? Muita sujeira, vai ver tv."

Não se tem mais tempo para ser mãe... para maternar. E muitas ainda insistem com aquela "ai, eu faria qualquer coisa pelo meu filho". Não... não fazem. E porque não querem fazer. Infelizmente.

E aí me pergunto: se for pra ser mãe assim, pra quê então ter um filho? Pra quê topar tanta responsabilidade? Será que essas mulheres não enxergam que maternar é doação, paciência, esforço, cuidado... e que tudo isso tem que ser dado TODO DIA, TODA HORA? E que é justamente a união de tudo isso que ajudará a criança a ter uma formação íntegra e sólida (e me refiro tanto a parte física quanto psicológica)? 

Eu sei... ser mãe dá trabalho e cansa. Mas não estou falando de ficar em casa 24h, vivendo somente para a criança e tentando ser perfeita. Mas sim se atentar a qualidade da atenção que está dando. Será que eu poderia fazer diferente? Será que eu poderia fazer de outro jeito? Será que eu poderia fazer melhor? Tenho certeza que sim!

Será que não vale a pena MESMO dar de mamar, e ver o bebê retribuindo ao acariciar seu seio e te dar um sorriso?
Será que não vale a pena MESMO rolar no tapete e voltar a ser criança com seu filho depois de um dia de trabalho ao invés de deixá-lo sozinho na sala, vendo tv o resto da noite?
Será que não vale a pena MESMO ter o prazer de preparar uma papinha especial e saudável pro seu filho e ver a cara dele toda lambuzada?
Será que não vale a pena MESMO você acompanhar dia após dia a vidinha do seu filhote ao invés de deixar pra "tia da escolinha" ver seus primeiros passos? 
Será que não vale a pena MESMO você se empoderar como mãe e sentir orgulho de cada sucesso que conseguir depois de um período de dedicação e esforço?
 
Poxa, gente! Não sejam "mãezinhas"... não se desvalorizem. Não se menosprezem!  Não se preocupem com questões pequenas. Observem o poder divino que vocês têm nas mãos e no coração! O filho depende da mãe e de como ela conduz sua vida. Então prestem atenção em suas ações. Reflitam se o comportamento de vocês é realmente bacana ou se estão sendo levadas pelo comodismo, facilidade e pressa. 

Para educar, formar, criar não basta ser mãe. Não basta amar. Precisa de disciplina!! E podem apostar que vale a pena... pois como diz a música "disciplina é liberdade"... e vocês verão isso lá na frente!

 =)

7 comentários:

Thais (Viaje na Leitura) disse...

Olá Renata,

Sou mãe, e meu tempo é regado á cuidar dos meus dois pequenos, ser blogueira, cuidar de casa e estudar, porque optar pelo mais fácil se sei que não é o melhor para eles? Cuido deles como sei que minha mãe cuidou de mim, com tempo, atenção, contando histórias e muito amor, como vc disse se não temos tempo e optamos pelo mais fácil, não queira ter filhos. Dão trabalho? Sim. Ocupa a maior parte do nosso tempo? Sim. Exige muita paciência e amor? Sim. Pense nisto e veja se realmente deseja ter um filho. Não esqueça apenas que a recompensa é doce como um sorriso e um "mamãe".

Parabéns pelo texto Renata!

Ana Luisa disse...

Ai Rê! És mãe sim!! Todas as palavras que colocaste são de uma MAEZONA! Podes não ter os do teu sangue, mas és mãe de muitos!! Concordo em gênero, número e grau. Acho que este é o preço por querermos "vestir as calças". Sempre digo que a mulher esqueceu que é mulher, e que não precisa ser igual ao homem para ter respeito!!! Somos excelentes quando obedecemos o nosso coração. Eu tranquei a minha faculdade, com risco de perder a vaga, por 1 ano e meio, fui estudar de dia, pois ele precisava mais de mim a noite! Não me preocupava em leva-lo junto e sair para amamentá-lo. Compartilho minha cama, com a mais nova agora, fiz algumas burradas, tentando acertar, deixo eles brincarem na grama, no barro, na água, faço "gororoba" amassada SIM, pra que sujar liquidificador, é burrice!! Deixo a minha mais nova tentar comer sozinha, coisa mais linda quando consegue e ela dá aquele sorrisão. Sou blogueira, sou Nutricionista, sou terapeuta, Doula, mas SOU MÃE EM PRIMEIRO LUGAR!! Abro mão de algumas oportunidades por eles. Abro mão de mim mesma por eles, mas neste abrir mão aprendemos tanto! Uso fralda de pano na bebê, brinco de pegar, jogo futebol, jogo da memória, pinto, desenho, faço massagem neles. Já pensei em mamadeira em tempos de desespero, ai criava vergonha na cara! Chupeta, tentei pra ver se eles iam "pegar rápido" o "cala a boca", mas nenhum deles quis! Amamentei exclusivamente até o sexto mês, e até os dois anos. Errei acertei! E SOU O MÁXIMO, PORQUE SOU MÃE, NÃO ESTOU MÃE. Esta não é uma condição temporária! É DEFINITIVA!! E se você estiver pronta para se DOAR, ótimo se não pare e pense mais!!

erikamay disse...

Rê,

Sabe, meu blog é bem pra desabafos e textos que gosto muito e acho por ai... rs...

Acho que no mundo atual, no sistema politico e econômico, tudo é voltado ao INDIVIDUO, não ao conjunto, as pessoas não se ajudam, não pensam como como coletivo, só enxergam o próprio umbigo. E chegou ao extremo da própria familia.

Acredito que as MÃEZINHAS sejam puro reflexo disso tudo. Ter filhos nada mais é do que satisfação pessoal, não uma responsabilidade e trabalho pra vida toda. Filhos dão muito trabalho, é desgastante, exige muita doação. E as pessoas não estão mais preparadas para se doar. E tudo o que puder facilitar sempre é bem vindo hoje não? Porque com filhos seria diferente?

O que temos que repensar é em todo o processo... e muitos ainda me falam que ser anarquista é ser utópico, será?

Beijinhos.

Daniela disse...

Se não quiser cherar a Leite,amamentar,brincar,educar,previna se para não ter filhos!!!
Tenho uma Filha de 13 anos e um Bebezinho de 2 aninhos!!!
É uma boa diferença de Idade,mais confesso que eu quis passar tudo de novo,carregar,amamentar a CHEIRAR LEITE,fazer papinhas,as mais variadas,Brincar e fazer coisas bobas como por exemplo fazer caratas para ouvir a gargalhada de Bebe!!!Nada me impediu de voltar a Trabalhar,e toda vez que eu chego em casa ver o Sorriso dos 2 e ganhar um abraço de rolarmos no chão os tres!!!!!
Ate entendo que Educar nos dias de Hoje esta ficando muito complicado,mais você tem a escolha,Ser ou não Uma MÃEZONA!!!!!

Paty disse...

As mães deveriam ser preparadas, educadas por outras mães.
Mas se o resto do país não tem educação, como vão educar seus filhos?
É por isso que sou à favor por vezes do aborto.
Se a mãe não tem condições de criar, aborta.
Devia ter multa a partir do terceiro filho, pra controlar a população.
Têm muitas crianças órfãs :/

Mirian Kedma Marques Pereira disse...

Perfeito seu texto Rê, concordo plenamente com a Luisa, temos que aprender a colocar prioridades em nossas vidas e deixar nossos filhos relegados para um segundo plano é muito triste. Nesta cultura do "delivery" quando muitos estão escolhendo o caminho mais fácil, devemos rever nossos valores e entender que as lutas e, às vezes, as frustrações fazem parte das conquistas. Beijo!

priscila_toscano disse...

Renata, parabéns por essas palavras que são, na verdade, um grande alerta para todas as mulheres que pretendem ser mães e também para aquelas que já são e que, no fundo, sabem que estão desempenhando a função 'a toque de caixa'... Sou psicóloga clínica, preparando-me para engravidar pela primeira vez, depois de um caso complicado de endometriose. Mas por conta da minha área, sei da importância mais do que fundamental de todos os aspectos que vc ressaltou em seu texto, que têm a ver com aquilo que está no âmbito na relação mãe-bebê. Adorei todos os comentários anteriores. É isso mesmo... Depois a sociedade se pergunta de onde vem tanto transtorno de ansiedade, tantos casos de personalidades fronteiriças (borderlines), depressivas, tantas barbáries, etc... Tudo começa do começo, não é? A história de alguém tem início desde o momento do desejo dos pais (ou da falta dele)por esse bebê. Os primeiros minutos de afago no peito da mãe, o calor do corpo, a comunicação profunda que vai se estabelecendo entre esses dois seres, que na verdade, até certo momento, são apenas um, tudo isso determina ou direciona a história de uma vida, do desenvolvimneto emocional dessa pessoa. E é muito revoltante ainda hoje ouvirmos sobre o recém-nascido: "Não pega toda hora que chorar porque vai ficar mal acostiumado, só vai querer colo!". Meu Deus, quando é que as pessoas vão se ligar para o fato de que um bebê não tem condições mentais para tal operação de manipulação! Ele é só vivência física, sensorial, que vai se desenvolvendo de acordo com a adptação que o ambiente que o circunda vai fazendo às suas necessidades. Mas nessa conversa vai muuuito tempo e muitos detalhes... Fica apenas aqui o meu obrigada pela iniciativa e pelas palavras. E a felicidade de encontrar lugares como este, em que a prestação de serviço está claramente em primeiro lugar!
Bjs