Bom-humor durante o trabalho de parto

Quando falamos em trabalho de parto, sempre pensamos numa situação negativa, com muito sofrimento, dores, angústia, gritos e choro....... Mas será que tem que ser assim???
Será que uma mulher em trabalho de parto não pode dar risada, estar bem-humorada, curtindo aquele momento tão especial de maneira positiva?
Eu tenho certeza que sim.... Mas rir durante o trabalho de parto, será que dá??? Dá sim e é um "dever" dos cuidadores oferecer esse tipo de "cuidado".
Quem me conhece sabe que tenho todo um jeitão bem-humorado mesmo sendo tímida, e quando estou doulando sempre tento levar pras minhas gestantes momentos de riso, brincadeiras, bom-humor..
Minha intenção é deixar o trabalho de parto mais leve  e benefíciar minhas barrigudas com todos os efeitos fisiológicos do bom-humor.
Efeitos fisiológicos??? Aham!! Isso mesmo!! Porque vocês acham que existem aqueles grupos como o "Doutores da Alegria" trabalhando dentro de hospitais e levando maior qualidade de vida aos pacientes??? Porque alegria, bom-humor, risada fazem bem à saúde física e mental!!! E consequentemente, são tudo de bom para mulheres que estão com dor, tensas, inseguras e com medo (afinal elas já têm que passar por tantos aborrecimentos como o ambiente hostil do hospital, a equipe desconhecida, os toques vaginais, as intervenções, que  realmente fica muito difícil não se fragilizar...)
Mas porque se preocupar em manter a gestante bem-humorada? Oras, porque o riso melhora o humor, dão um "up" na imunidade, diminuem a tensão muscular, reduzem o estresse, a ansiedade e a dor... e tudo isso por causa da liberação de neurotransmissores (serotonina e endorfinas), que coincidentemente trabalham junto com a ocitocina!! Além desses benefícios, uma boa risada funciona como exercício respiratório, e ajuda a oxigenar as células!! Tudo o que uma gestante precisa, não???

Então, EQUIPES DE CENTROS OBSTÉTRICOS, ao invés de só se preocuparem com protocolos, rotina, horários se cuidem para que consigam levar alegria e bom-humor para as gestantes de vocês quando elas precisarem. VOCÊS precisam estar bem para conseguir cuidar bem!!

Lógico que o estímulo do bom-humor tem que ser algo sutil, para não ficar algo forçado e totalmente sem graça, e acabar até irritando a gestante. Não é toda mulher que aceita "gracejos" quando está com dor e isso deve ser observado e respeitado pela equipe! E então a tática deve ser mudada e o  bom-humor deve ser estimulado de forma mais "invisível"!
Quando a boca não puderem sorrir, sorria então com os olhos, com as mãos, com o coração, com o corpo todo. A gestante sentirá a boa energia em vocês e no ambiente, e automaticamente se sentirá melhor!! 

Aproveitem esse recurso... bom-humor é contagiante e de graça!!!

Um beijo


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Ah!! Aproveito para perguntar para as mamães: vocês se lembram de algo engraçado que ocorreu durante o trabalho de parto? Alguma lembrança de algo que aconteceu e ajudou vocês a relaxarem? Ou mesmo ao contrário, alguma história envolvendo o mal-humor? Contem tudo!! =)

3 comentários:

Mariana M. Notari disse...

Oi Renata! Fazia tempo que não passava aqui... Seu post foi muito bacana! No parto do VH eu mantive o bom humor e as risadas até 10 cm de dilatação... Eu, minha mãe, as enfermeiras e o médico estávamos contando piadas!!! E minha mãe nos fez rir muito relembrando dos partos dela e das peripécias minha e do meu irmão na infância!!! Adorei tudo, e me ajudou MUITO!!! hehehe beijocas!!!

Priscilla Rezende disse...

Partilho da mesma teoria que você, Rê, me divirto muito nos partos que acompanho, principalmente para quebrar o gelo com os papais que estão geralmente nervosos. Sempre respeitando os momentos em que a gestante não se sentir confortável com brincadeiras e tomando cuidado para ela não pensar que estamos rindo dela e não rindo com ela e também durante as contrações.

Éricka disse...

Acho que não só o bom humor é importante, mas o respeito e o acolhimento dos sentimentos da gestante, quaisquer que sejam eles. Você sabe que no meu parto chorei muito e você ou o Fabio NUNCA desdenharam meu choro. Fui muito respeitada e acolhida e isso foi fundamental.