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Reflexão sobre o choro do bebê

Encontrei esse texto no facebook e tive que trazer para cá. Sua autora é a psicanalista Luzinete Rocha Cruz Carvalho. Vamos refletir um pouquinho sobre o modo com que encarmos o choro de nossos bebês???


Como você se sentiria se quisesse conversar com seu marido sobre algo que fosse importante para você, e ele muito cansado de um dia inteiro de trabalho passasse direto por você e fosse olhar os armários da cozinha, depois o guarda-roupas, depois a sapateira, colocasse a mão na sua testa e dissesse para si mesmo:

- Hummm... Os armários estão cheios de comida, o guarda-roupas cheio de roupas lindas, tem sapatos novos na sapateira, ela não está com febre, minha esposa está limpa, bem alimentada, bem vestida, não está com frio nem fome, portanto não há mais nada que ela possa querer ou precisar! Eu a amo muito, mas creio que ela está mal acostumada, vou deixá-la alí falando sozinha, que quando ela se cansar ela dormirá tranquila, pois nada lhe falta..."

Se você como uma mulher adulta, capaz de compreender muitas coisas, não tem apenas necessidades físicas, pq pensar que um bebê recém chegado a este mundo só chora quando está com frio, calor ou fome??

Se você, que é adulta quer ser ouvida, beijada, abraçada e acarinhada, se você que é adulta quer sentir que te amam não apenas cuidando de suas necessidades físicas, quer se sentir segura e amada através do contato e da presença de um marido carinhoso, como pensar que um bebê não precisa (muito mais) da presença física e do contato com sua mãe??

Se você que é adulta precisa de presença, carinho e contato para estar feliz, como achar que um bebê também não precisa?

Se você que é adulta não quer "marcar hora" para receber carinho e atenção, como achar que um bebê merece ter isso de forma restrita e limitada?

Coloque-se no lugar do seu filho por um único instante, e por favor: vá pegá-lo no colo, embalá-lo, niná-lo, dê-lhe o peito, e mostre que você o ama da ÚNICA forma que ele é capaz de compreender agora: com sua presença física!

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